sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013

Natureza


Natureza

Ah, quem dera a natureza,
Ainda fosse tão limpa,
Tão graciosa e pura...
Há! Que harmoniosa beleza!

Tão certo com certeza,
Seria esta proeza,
Se estivesse a natureza,
Na Maior limpeza!

Se a pureza e a limpeza,
Retornassem a natureza,
Certeza eu teria,
De uma maior alegria! =D

By, DECOTHÉ, Alessandra Vidal



terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

OS PRIMEIROS SUPORTES DA ESCRITA


OS PRIMEIROS SUPORTES DA ESCRITA
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Estudos Literários

Inicialmente, o homem utilizou as grandes pedras para gravar ou pintar (nas paredes ou tetos das cavernas), inscrições de caráter religioso, ou relacionadas com heróis e seus feitos. Quando o uso desses signos (ou representações) se generalizou, surgiram suportes menores, fácies de transportar – as tabuletas, os óstracos, o papiro e o pergaminho.
As Tabuletas mais antigas consistiam numa base de madeira recoberta de argila molhada (barro). Depois de aplicada a escrita era cozida em forno, e, assim, preservadas. As tabuletas revestidas de cera eram mais fácies de gravar e apagar, podendo ser reutilizadas.
O Óstraco (do grego "concha") é um fragmento de jarro quebrado, ou seja, caco de olaria, no qual se anotava (escrevia) frases curtas, rascunhos, recibos, todos, escritos com objetos pontiagudos. O óstraco representava a literatura de uma classe que não podia comprar o papiro ou que não considerava tal escrita importante o suficiente para justificar tal compra. Milhares foram encontrados no poço ptolomaico, com 52 m de profundidade, cavado em Deir el-Medineh na esperança (desiludida) de encontrar água. Na Grécia Antiga, o público eleitor escrevia ou gravava o nome de uma pessoa num óstraco para decidir se ela deveria ser banida, donde o termo "ostracismo".
O Papiro era um tipo de junco, com caule triangular, com a grossura de um braço, com altura que variava entre 2 e 4 metros, típico das margens do Nilo e dos alagados do seu delta. O Papiro (Cyperus papyrus) é uma planta herbácea, perene e semi-aquática. Dispõe de um enredado sistema de raízes, do qual se elevam numerosas hastes triangulares verdes, de dois a quatro metros de altura, coroadas por tufos de filamentos também verdes que caem graciosamente. A folha era feita com a medula do caule cortada em tiras estreitas, trançadas e postas sobre uma superfície plana, onde eram batidas com um objeto de madeira. Em seguida, por causa da substância liberada da medula era seca ao sol e alisada, e estava pronta para a escrita.
O tamanho médio de uma folha era de 18 x 25 cm, que podia variar de acordo com a finalidade. Várias podiam ser coladas pela borda para formar um rolo, que geralmente não tinha mais do que 10 metros de comprimento. Nos rolos utilizados com maior frequência, usa-se um bastão roliço, cujas pontas sobressaiam acima e abaixo. O papiro foi utilizado como material para escrita até a conquista do Egito pelos árabes, em 641.
O Pergaminho (suporte caríssimo) era mais durável que o papiro, por ser feito com peles de carneiro, ovelha ou bezerro, submetido a um banho de cal e em seguida raspada e polida com pedra-pomes. Depois eram lavadas, novamente raspadas e colocadas para secar em molduras de madeira a fim de evitar pregas ou rugas. No final do processo recebiam uma ou mais demãos de alvaiade (pigmento branco). O nome pergaminho vem da cidade de Pérgamo, onde processo foi desenvolvido por volta do século II a. C.
Com o surgimento do pergaminho os registros escritos deixaram de ser organizados em rolos de papiro e passaram a ser feitos em códex, ou códice, ou seja, em folhas, com a utilização dos dois lados.
Há um tipo de pergaminho conhecido como palimpsesto, que era aquele cuja obra havia sido raspada para receber um texto novo, já que o material era caríssimo.


Obs.: Se você quiser publicar um texto seu no blog, digite nos comentários, e eu vou analisá-lo e avaliá-lo para a publicação, não se esqueça de colocar o seu nome, assim ó, 
Ex: by, Alê Ainstain, e lembre-se, vale qualquer tipo de texto, poema, poesia, etc. contanto que tenha sido você quem tenha criado.



A história da literatura

Pra começar a falar do blogue, quero contar a história  da literatura

Como surgiu a Literatura


Na origem, a literatura de todos os povos foi oral. Apesar de originar-se etimologicamente da palavra letra (do latim, littera, letra), a Literatura surgiu nos primórdios da humanidade, quando o homem ainda desconhecia a escrita e vivia em tribos nômades, à mercê das forças naturais que ele tentava entender através dos primeiros cultos religiosos. Lendas e canções eram transmitidas de forma oral através das gerações. Com o advento da escrita, as paredes das cavernas começaram a receber pinturas e desenhos simbólicos que passaram a registrar a tradição oral. Mais tarde surgiriam novas formas para armazenar essas informações, como as tabuletas, óstracos, papiros e pergaminhos. Dessa maneira, as primeiras obras literárias conhecidas são registros escritos de composições oriundas de remota tradição oral.
A maior parte da literatura ocidental antiga se perdeu. Cada uma das cinco civilizações mais antigas que se conhecem - Babilônia e Assíria, Egito, Grécia, Roma e a cultura dos israelitas na Palestina - entrou em contato com uma ou mais dentre as outras.
Nas duas mais antigas, a assírio-babilônica, com suas tabulas de argilas quebradas, e a egípcia, com seus rolos de papiro, não se encontra relação direta com a idade moderna.
Na Babilônia, porém, se produziu o primeiro código completo de leis e dois épicos de mitos arquetípicos - o Gilgamesh e o Enuma Elish que vieram a ecoar e ter desdobramentos em terras bem distantes. O Egito, que detinha a intuição mística de um mundo sobrenatural, atiçou a imaginação dos gregos e romanos. Da cultura hebraica, a principal herança literária para o Ocidente veio de seus primeiros manuscritos, como o Antigo Testamento da Bíblia. Essa literatura veio a influenciar profundamente a consciência ocidental por meio de traduções para as línguas vernáculas e para o latim. Até então, a ensimesmada espiritualidade do judaísmo mantivera-a afastada dos gregos e romanos.
Embora influenciada pelos mitos religiosos da Mesopotâmia, da Anatólia e do Egito, literatura grega não tem antecedentes diretos e aparentemente se originou em si mesma.
Nos gregos, os escritores romanos buscaram inspiração para seus temas, tratamento e escolha de verso e métrica.
A chamada literatura clássica, que engloba toda a produção greco-romana entre os séculos V a.C. e V d.C., vai influenciar toda a literatura do Ocidente. Preservadas, transformadas, absorvidas pela tradição latina e difundidas pelo cristianismo, as obras da Grécia antiga e de Roma foram transmitidas para as línguas vernáculas da Europa e das regiões colonizadas pelos europeus. Todos os gêneros importantes de literatura épica, lírica, tragédia, comédia, sátira, história, biografia e prosa narrativa, foram criados pelos gregos e romanos, e as evoluções posteriores são, na maioria, extensões secundárias.